Demorei muito para
conseguir escrever esse texto, a ideia veio na mente, mas as palavras não se
encaixavam no papel ou não tinham a conotação certa.
Tem muita gente que me
pergunta o porquê escrevo tanto sobre amor e a maioria das vezes não entro em
tantos detalhes, mas aqui pra vocês posso confessar, as vezes eu sinto que sou
capaz de amar demais uma pessoa, digo amar exageradamente.
Talvez você não seja capaz
de compreender tudo que isso implica, mas às vezes a intensidade dos meus
sentimentos parecem extrapolar aquele limite pré-estabelecido que te separa das
pessoas que de tal forma conseguem amar de uma maneira “saudável” daquelas que
amam de forma desenfreada e são tidas como loucas. Tai, prazer eu sou a louca
no caso...
No meu vocabulário de
sentimentos não existe uma forma de se amar alguém ou algo de pouquinho, pela
metade ou com medo de ser amor, eu me jogo de cabeça, me atiro sem pensar nas
consequências, sem calcular o tamanho do precipício que estou pulando e os
estragos que podem causar.
O meu problema e que me
apego aos detalhes -aos mínimos detalhes- tenho a mania de querer “esquadrinhar”as
pessoas, tento chegar a fundo dos
sentimentos alheios e no mundo em que vivemos – onde você se importar demais
com alguém pode ser visto como fraqueza, ser trouxa – isso pode se tornar um
pouco bizarro na opinião de alguns, ou corajoso ao ponto de se tornar burrice,
arrogância na opinião de outros.
Sempre comparo meu amor
com colocações que sugerem a passagem de tempo, talvez minha alma seja muito
antiga, então tenho essa ideia de me achar deslocada, fora do contexto, achar
que o mundo atual não compreende o amor ou sua extensão, todas aquelas
pequeninas coisas que fazem dele um sentimento puro e sem igual.
Então eu escrevo sobre
isso- o tempo todo- para quem sabe assim encontrar alguém semelhante a mim que
possa compartilhar dos meus sentimentos ou da mesma perspectiva e provavelmente
continuarei a escrever sobre o tema repetidas vezes, porque nessa linha de
pensamento, alguém que é capaz de amar demais, sempre tem algo a dizer a
respeito.
''Porque quando for a hora certa, você estará aqui, mas, por agora, caro ninguém, esta é sua canção de amor.'' - Tori Kelly, Dear no one.
Todos os textos, de poema ou prosa, ficcionais ou não, aludem ao amor. Perdido, platônico, impossível, inesquecível... Amor, amor, acima de tudo.
Priscila Forray
Sou Paulista, uma sagitariana movida pela emoção e sentimentos intensos. Comigo é oito ou oitenta, não aceito dois pesos e duas medidas, odeio meio termo! Sou calmaria, mas sei ser tempestade. Gosto de falar de amor, acredito em almas gêmeas e amor a primeira vista. Espero por um amor digno dos mais belos poemas ou dos filmes mais clichês de comédia romântica. Acredito em destino e meu maior sonho é ser livre e viajar pelo mundo e tudo que eu peço é um amor que não tenha medo de ser amor e seja medíocre.
Autores Convidados
Uma mulher cheia de contradições...Apaixonadas por series filmes e livros de todos os generos, ama e odeia com a mesma intensidade, prefere sempre o vilão ao inves do mocinho Pode ser tão romântica quanto qualquer mulher sonhadora mas também pode se tornar tão fria quanto uma pedra de gelo... Prazer sou Charlotte!
Manoel Carlos Alves
"Eu sou alguém à procura do amor. Amor verdadeiro, ridículo, inconveniente, consumidor. O tipo de amor em que um não pode viver sem o outro." OK, essas palavras, originalmente, não saíram de mim, mas obrigado Carrie por externalizar tudo o que sinto (p.s. sou Charlotte!) Escritor, leitor e sonhador, passo mais tempo em outras realidades do que nessa, acostumem-se. E falo de amor o tempo todo, também. Sem ele, não seriamos nada. Sem ele, nem vale a pena tentar. Então, acredite. Por favor, não pare de acreditar.