Créditos ao dono/Retirado do Google*

Sinto-me muito pensativa esses dias,tenho me identificado profundamente com a personagem de uma série que tenho maratonado desde o último dia 06. "Sex and the City" está sendo bem mais do que uma série "nova" na minha grade sem fim, sinto que tenho aprendido algumas coisas da vida que deixei passar despercebido e as personagem com toda sua simplicidade e situações inusitadas tem me ajudado a viver coisas que nunca pensei que viveria. 
A série teve incio em 1999 sendo finalizada em 2004, traz como o tema o sexo na cidade de New York e como todo esse "caminho" influencia a vida de quatro mulheres solteiras aos trinta e poucos anos, com todos os seus dramas pessoais e questionamentos. O que mais me deixou impressionada é que a maior parte dos questionamentos da personagem principal,tem muito a ver com os questionamentos que faço pra mim mesma,e isso me deixou muito "chocada" afinal, farei 23 anos na próxima semana. De repente fiquei na dúvida: será que eu amadureci muito de pressa? Ou a série não é voltada apenas pra mulheres nessa faixa etária? Ou essas dúvidas e questionamentos vão me acompanhar pra sempre? 



Normalmente me apego muito fácil as histórias e personagens, não é nada difícil pra mim me colocar no lugar deles, mas fico impressionada o quanto o fato de Carrie Bradshaw ser tão parecida comigo, nem só pelos questionamentos, (e pelo fato dela se rotular como escritora) mas pelo fato que até os defeitos, manias, e mancadas somos muito parecidas... 
Até os relacionamentos frustados e um pouco abusivos temos em comum, o que me deixou um pouco triste e me fez chorar em alguns episódios, por me sentir tão bem representada. 


Carrie é apaixonada pelo Mrs.Big e tenta de todas as formas fazer com que a relação deles dê certo, mesmo que o processo seja muito  doloroso e cause enormes danos ao longo do tempo, é incrível ver como sem nem ao menos perceber ela tenta "calçar" ele em sua vida como um sapato antigo que já não serve mais, que pode estar fora de moda e machucar os pés, mas por ser nosso sapato favorito tentamos e insistimos, até nos machucar de fato, - ou até lançarem algo novo e que combine mais - mas sempre esperamos encontrar o sapato perfeito e que seja igual aquele antigo que nos machuca. Estranho não é? 
E pior é que me vejo tentando "calçar" mais de um sapato velho que não me serve mais e que quanto mais aperta meus dedos e machuca tento de novo e de novo. Seja em relacionamentos amorosos ou até mesmo amizades,  eu sempre fico tentando dar segundas chances pra quem nem merecia a primeira... Então quando eu vejo aqueles episódios onde a gente quer socar a mocinha, porque sente que ela não se dá o devido valor ou porque ela se cobra demais ou porque simplesmente ela não consegue assumir que o "príncipe encantado" ou a "alma gêmea" dela na verdade é uma furada e chega a ser tão toxico que devia ser humanamente proibido, me lembro que por muitas vezes eu sou a mocinha da história e que vivo me auto sabotando, mas que estou tão preocupada em ser cega que não percebo nada e que talvez minhas amigas também tenham tentado me alertar e eu não tenha notado ou no estilo Carrie B. ignorado, lindamente. 
Então eu me agradeço aqui mentalmente por ser uma daquelas pessoas que gostam de ver os seus sentimentos, ou situações por quais passo em pedaços assim posso analisar tudo cautelosamente e me recriminar um pouco quando percebo que estou vivendo um ciclo de merda repetidamente. Pra fechar meu pensamento, nada melhor do que compartilhar um pensamento da minha alma gêmea televisiva Carrie Bradshaw. ♥ 

"Talvez os nossos erros escrevam nossos destinos. Se não, o que mais faria nossas vidas? Talvez se nunca mudássemos de direção, jamais nos apaixonaríamos, ou teríamos bebês, ou seríamos quem somos, afinal de contas, as estações mudam,as cidades também. As pessoas entram e saem de sua vida, mas é bom saber que quem se ama está sempre no seu coração. E, se você tiver sorte a um vôo de distância." - Sex and the City. 

Até a próxima! ;) 





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