“Eu não quero escrever sobre amor pra você.” Essa é a letra de uma música, mas podia ser uma frase de uma carta, o título de um poema ou o início do meu texto. A primeira vez que senti borboletas no estômago foi lendo uma fanfic. Na realidade, poucas vezes aconteceu. Costumo me apaixonar por vozes, por timbres, entonação. Já me encantei por uma pessoa só pelo “boa tarde” dela. Tem quem busque a pessoa perfeita. Eu me contento com a voz. Nada melhor do que aquele tom que te faz tremer por dentro. E se as palavras forem de prosa e poesia, é paixão na certa. “Eu não acredito em amor romântico.” É o que meu boy costuma dizer. E eu sou apaixonada por ele por causa disso. O romântico é um estilo literário de dois ou três séculos atrás, onde o indivíduo começa a ser valorizado, o eu se torna o centro da narrativa, a idealização e o sentimento ganham destaque, os sofrimentos e a luta de dois indivíduo para ficarem juntos passa a ter importância. É maluquice dizer que o princípio romântico só durou por se monogâmico?  E que a monogamia é defendida porque favorece o conceito de família, tão necessário para a perpetuação da propriedade privada, base do sistema capitalista? É isso que meu boy me diz. Com sua voz grave e macia. Eu dou risada quando alguém se assusta ao ouvir essa teoria dele. “Então, porque vocês estão juntos?” nos perguntam.  Nem sempre fomos monogâmicos, ele e eu. Quando éramos mais jovem, principalmente eu, achava que tinha tanta pessoa interessante no mundo para me prender a uma. Eu lia Henry Miller e sua teoria de que monogamia é comer batata frita todo dia e me convencia. Quanto mais velha eu ficava, de menos pessoas gostava. Todas pareciam caretas, preconceituosas e estereotipadas. E eu querendo ser cada vez eu mesma, cada vez mais livre. O boy não se importa com o meu jeito e, ao contrário dos outros, não tenta mudar quem eu sou. E eu gosto do jeito do boy. Então decidimos comer batata frita.

Escrito por Gabriela Blenda, do blog Canto de Poesia
 



“Stalkear significa perseguir alguém (estar obcecada). Muitas pessoas podem fazer, mas não no intuito de prejudicar a outra pessoa, mas pra saber um pouco mais, assim como tem fãs obcecados por seus ídolos e simplesmente quer saber sobre tudo até o que o famoso está comendo.”

Às vezes me pergunto de onde que vem essa obsessão em vigiar as pessoas que amamos ou temos algum tipo de afeto. A minha regra é clara, quanto mais eu me machuco mais eu procuro. É um ciclo vicioso! Talvez essa seja a minha maneiro desesperada de achar algo que faça com que eu desista daquele “crush” que parece ser infinito por você.
É sempre assim, toda vez que encontro algo que me magoa, que dói lá no meu intimo tento encontrar desculpas para continuar insistindo; “ela nem é tão bonita assim” ou “não deve ser nada sério” e nessas continuo perdendo tempo investindo em algo sem futuro, em sentimentos nulos, vazio de afeto, sem reciprocidade e daí entro no modo “rasgando e costurando coração” repetidas vezes.
Sobre o modo rasgando e costurando coração: é o ato de se machucar e depois ficar lambendo as feridas para cicatrizar e quando a ferida estiver quase cicatrizada você se machucar de novo. É o ato onde você se auto sabota,  onde mesmo sabendo o resultado final você paga pra ver, seja porque você espera que outro mude e possa te responder de volta seja no sentimento ou intensidade de afetuosidade ou porque as vezes a ideia de perder aquela pessoa seja pior, doa mais do que admitir que não dará certo.







Imagem retirada do Google* Créditos ao dono*

Demorei muito para conseguir escrever esse texto, a ideia veio na mente, mas as palavras não se encaixavam no papel ou não tinham a conotação certa. 
Tem muita gente que me pergunta o porquê escrevo tanto sobre amor e a maioria das vezes não entro em tantos detalhes, mas aqui pra vocês posso confessar, as vezes eu sinto que sou capaz de amar demais uma pessoa, digo amar exageradamente.
Talvez você não seja capaz de compreender tudo que isso implica, mas às vezes a intensidade dos meus sentimentos parecem extrapolar aquele limite pré-estabelecido que te separa das pessoas que de tal forma conseguem amar de uma maneira “saudável” daquelas que amam de forma desenfreada e são tidas como loucas. Tai, prazer eu sou a louca no caso...
No meu vocabulário de sentimentos não existe uma forma de se amar alguém ou algo de pouquinho, pela metade ou com medo de ser amor, eu me jogo de cabeça, me atiro sem pensar nas consequências, sem calcular o tamanho do precipício que estou pulando e os estragos que podem causar.
O meu problema e que me apego aos detalhes -aos mínimos detalhes- tenho a mania de querer  “esquadrinhar”as pessoas, tento chegar a fundo  dos sentimentos alheios e no mundo em que vivemos – onde você se importar demais com alguém pode ser visto como fraqueza, ser trouxa – isso pode se tornar um pouco bizarro na opinião de alguns, ou corajoso ao ponto de se tornar burrice, arrogância na opinião de outros.
Sempre comparo meu amor com colocações que sugerem a passagem de tempo, talvez minha alma seja muito antiga, então tenho essa ideia de me achar deslocada, fora do contexto, achar que o mundo atual não compreende o amor ou sua extensão, todas aquelas pequeninas coisas que fazem dele um sentimento puro e sem igual.
Então eu escrevo sobre isso- o tempo todo- para quem sabe assim encontrar alguém semelhante a mim que possa compartilhar dos meus sentimentos ou da mesma perspectiva e provavelmente continuarei a escrever sobre o tema repetidas vezes, porque nessa linha de pensamento, alguém que é capaz de amar demais, sempre tem algo a dizer a respeito.  




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