Imagem retirada do Google* Créditos ao dono* 
Às vezes eu sinto que estou sendo demasiadamente repetitiva, mas sinto também como se ninguém fosse capaz de entender o que estou dizendo.  É como se todos os meios de comunicação que temos hoje em dia, estivessem falhando, como se eu tivesse perdido a capacidade de fala ou as pessoas ao meu redor a de ouvir. Não consigo entender nada e ninguém consegue me entender, mas que raios?
Foge da minha capacidade de compreensão a forma como tudo foi banalizado, de como as pessoas precisa fingir desinteresse para demonstrar o quão interessadas estão e não digo apenas em relacionamentos amorosos, digo na vida, no dia a dia, naquelas coisas mais simples...
Muitas vezes nos falta humanidade para lidar com sofrimento do nosso próximo, para lidar com a dor alheia. Sinto que deixei de ver pessoas reais e que apenas consigo ver egos inflados brigando por expor suas vaidades mais fúteis e desinteressantes.
Às vezes parece que estou em uma frequência diferente comprada com as demais pessoas, enquanto a maioria é FM eu sou aquele abandonado AM que poucas pessoas conseguem sintonizar.
Não estou querendo dizer que sou melhor do que as outras pessoas, mas quem me conhece e convive comigo consegue perceber a diferença com clareza, talvez por isso que meu circulo de amigos é cada vez menor.
E talvez muita gente pense que sou arrogante por ter essa visão diferente e o pior é que não me sinto mal por isso, já faz algum tempo que não tenho levado a opinião dos outros ao meu respeito em consideração.
Na verdade me sinto uma pessoa muito seletiva e cheia de defeitos, manias e chatices,  mas tenho certeza que apenas as pessoas que verdadeiramente gostam de mim, que entendem que essa diferença faz com que eu seja ainda mais eu dos que outros tentam ser outras pessoas que julgam como boas ou certas e mantenho apenas essas pessoas ao meu redor, aquelas que sabem apreciar esse meu lado, esse meu eu. 

Para encerrar esse texto fico com um pensamento de Anne Frank que penso que define bem como sou, como me sinto; “Adormeço com a ideia tola de querer ser diferente do que sou, ou de que não sou como queria ser. E de que faço tudo ao contrário”.


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