Eu to virada, estou sem dormir por umas doze horas, assisti uns sete episódios de Greys Anatomy e isso é normal pra mim. Mas agora que estou finalmente deitada na minha cama, ainda sem um pingo de sono, ouvindo uma música linda do Lifehouse me dou conta de algumas coisas.
Eu acho que fiquei muito tempo me fazendo à pergunta errada, sempre me perguntando por que não eu, quando na verdade a pergunta deveria ser: por que não você?
Há muito tempo eu achava que te amava, mas nos éramos jovens demais, eu achava que éramos jovens demais e que não estávamos preparados para o tipo de sentimento que pensava sentir e deixei você ir, você foi embora sem olhar pra trás e ate hoje vive sua vida da melhor forma que pode. Depois de muitas idas e vindas, ainda somos amigos, mas em algum momento em que eu ainda não descobri qual, me vi te amando novamente ou talvez eu não tenha te esquecido.
Acontece que muitos anos se passaram, oito anos pra ser mais exata e aqui estou me perguntando, por que fui tão covarde? Por que fiquei com medo do meu amor por você e deixei você ir? Nesses oito anos, passamos muito tempo longe um do outro, mas por vezes tive que ver você com outras pessoas ou ouvir a respeito e não consigo descrever o quanto isso doeu, o quanto isso acaba comigo quando vejo você seguindo sua vida sem mim, tudo porque por um milésimo de segundos fiquei com medo e resolvi simplesmente desistir.
Eu te amei mais do que você saberá, isso é uma verdade que terei que lidar o resto da minha vida porque hoje depois de oito anos não posso te mandar uma mensagem dizendo como me sinto ou sequer falar sobre isso em uma de nossas conversas, porque simplesmente não estamos mais na mesma página, não vivemos mais as mesmas coisas que naquele tempo.

Peço desculpas para você meu grande amor, pois dói muito vê-lo de bar em bar boca em boca, procurando sentir alguma coisa -caçando paixões de uma noite- enquanto eu poderia te amar da forma certa e pela vida inteira. Acho que uma parte de mim morreu quando deixei você ir, mas te deixo livre para que o amor te encontre qualquer dia desses e se eu tiver sorte ei de esbarrar nele novamente.




O amor é cego! 
Aposto que em algum momento da sua vida você ouviu essa afirmação e achou normal e até que talvez faça total sentido.
Realmente o amor é cego e isso é uma droga! 
Toda vez que escuto essa afirmação observo a forma como as pessoas tratam com naturalidade a possível cegueira que o amor nos traz, e fico me perguntando, como podemos realmente amar o outro se não somos capazes de vê-lo verdadeiramente? 
Quando alguém diz "o amor é cego” talvez a ideia seja abranger tudo de ruim que a outra pessoa pode oferecer: traumas do passado, defeitos de compatibilidade como  não gostar de Greys Anatomy e pipoca, mas me questiono acerca dos sentimentos dessa pessoa. Como amar alguém sem conhecer os seus defeitos? Suas manias?
Quando você deixa toda a bagagem que outro tem de lado, você não esta deixando de amá-lo por inteiro? Todas as cicatrizes que adquirimos ao longo da vida, fazem parte do que somos a maioria das vezes é responsável pelo a essência do nosso ser. Então como amar alguém cegamente sem enxergar as cicatrizes, ou pior, às vezes não entender e julga-las como feias e sendo que muitas vezes essas cicatrizes provem da nossa alma?
Por isso tenho essa teoria- talvez um pouco irritante- de que precisamos amar primeiro o “defeito” da outra pessoa, amar aquilo que a pessoa tão desesperadamente tenta esconder ou camuflar com alguma qualidade que acha ser atraente para nós, porque talvez assim possamos conhecer o outro de uma forma melhor, entender de uma forma mais ampla, significativa.
Entender que hoje possa fazer sol, mas que amanhã é um dia totalmente diferente e talvez caia uma chuva torrencial faz parte do nosso dia a dia, mas infelizmente não aplicamos isso na nossa vida pessoal e por vezes culpamos o outro pelas coisas que dão errado, culpamos o outro por ser humano o suficiente e cometer erros, ter um passado ou simplesmente não gostar de tudo o que gostamos. Porque simplesmente não conseguimos entender que a vida nem sempre é um mar de rosas e que quanto mais buscamos a perfeição nas coisas, nas outras pessoas ficamos cada vez mais distantes da realidade?

Uma vez eu ouvi, não me lembro onde, que cada um dá aquilo que tem e que cada um tem aquilo que merece, sendo assim olhe bem a sua volta, porque se o amor é tão cego talvez você já tenha encontrado com ele no bar na esquina nem percebeu e ainda esteja procurando a pessoa perfeita, sendo que o que você merece e que está disposto a lhe entregar o que tem está bem ai do seu lado. 



Dizem que eu sou "exigente demais" e isso com certeza fará com que em algum momento na minha vida eu fique triste e sozinha (não necessariamente nessa ordem). Entenda, eu como uma romântica incorrigível, quero achar alguém para ser meu companheiro para o resto da vida e que esteja disposto a me amar da maneira que eu mereço ser amada. Vou dizer algo pra você que pode parecer meio chocante de primeira vista, um pouco arrogante ou de certa forma egoísta, mas eu não mereço ninguém menos do que extraordinário.

(Uma pausa você recuperar-se do possível choque)

Eu mereço uma pessoa inteira, não acredito nesse negócio de que as pessoas vieram a esse mundo com a missão de achar a sua outra metade, a tampa da sua panela, metade da sua laranja e todo esse blá blá blá que você escuta a vida inteira e leva como parâmetro pra sua vida. Eu não acredito em príncipe encantado montado em um cavalo branco pronto pra socorrer a donzela do perigo e todo aquele papo de contos de fadas que você deve muito bem saber como funciona e como termina. Não! Eu quero alguém de verdade, nesse caso uma pessoa humana e imperfeita que seja capaz de entender que também sou humana e acima de tudo imperfeita, mas que me ame tanto ao ponto de decidir ser imperfeito junto comigo, como igual.

Por isso, sábado à noite quando a minha tia me olhou bem séria e disse que eu precisava de um homem na minha vida e que se não encontrasse alguém logo ficaria o resto dela sozinha, ou como ela mesma disse, para as traças, fiquei tão indignada que simplesmente respondi que não teria problema nenhum em ficar sozinha, e que ficaria contente em ter apenas uns cinco gatos e cuidar deles, mas na verdade eu ficaria muito puta porque isso significa que não encontrei a minha pessoa, aquela extraordinária.

Daí que entra aquela parte onde eu disse que sou uma romântica incorrigível, o que para muita gente hoje em dia parece incluir aquele parâmetro do “encontrar a tampa da panela”, entenda, eu vejo o amor de forma diferente, eu diria que da forma mais simples e pura. 

Enquanto a maioria das pessoas buscam a sua outra metade apenas para ter alguém e não estar só, para aliviar o desejo carnal, para ter alguém e olhar com sentimento de pose e dizer que é seu ou dele ou de quem quer que seja eu quero alguém que seja capaz de andar comigo, lado a lado.

A maioria dos relacionamentos hoje em dia tornou-se uma disputa de status, onde você escolhe uma rede social qualquer e faz grandiosas demonstrações de amor para todos ver, mas às vezes nos pequenos detalhes do dia a dia deixa de realmente demonstrar pra pessoa que diz amar o quanto a ama de verdade. Daí eu te digo, eu quero uma pessoa que saiba dizer que me ama e me faça acreditar nisso e que eu a ame de volta porque na minha concepção se isso acontecer, não precisará dizer a ninguém o quanto a amo, não precisarei reduzir meu sentimento tão puro e verdadeiro a meia dúzia de palavras e uma foto, todos serão capazes de ver o quanto a amo e admiro sem eu apenas dizer sequer uma palavra.

Deu pra entender o que quero dizer?

Talvez seja por isso que aos 22 anos não tenha tido nenhum relacionamento sério, mesmo tendo conhecido alguns rapazes e tido alguns encontros, porque sou exigente demais e ninguém quer ser extraordinário. Todo mundo quer ser amado de alguma forma, mas na hora de retribuir o amor quer que o outro se contente com migalhas ou implore afeto ou na mais provável hipótese quer fazer o jogo do morde e assopra onde você ser sincero sobre os seus sentimentos é contra as regras e tentar mostrar que está afim da pessoa sendo indiferente e às vezes até cruel seja uma forma de conquistar o outro.


Eu quero alguém que se importe de verdade, que me queira de todas as formas possíveis e não tenha vergonha de admitir isso, alguém que não consiga imaginar o dia ser ter ao menos mandado uma mensagem de bom dia,  que fique horas e horas conversando comigo sobre tudo e sobre nada, mas quando houver silêncio saiba apreciar o momento e não achar constrangedor.  Alguém que eu conheça como a palma da minha mão e que me entenda melhor do que eu mesmo me entendo às vezes, que seja carinhosa, calorosa e que queira estar perto, faça questão de estar e que nunca me magoe, não intencionalmente.  Que não queira mudar o que sou e tão pouco abandone seus princípios pelos meus, que saiba respeitar meu espaço, amigos e não ache que precisamos abrir mão de tudo que tínhamos em nossas vidas antes de nos conhecer... Enfim, tudo que eu peço é um amor que não seja medíocre e tenha medo de ser amor, ou pior, um amor que por ter medo de ser liberdade se torne prisão porque como diz Mario Quintana “O amor é isso. Não prende, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser laço”. 



Eu precisava fazer a pergunta e, num rubor apropriado, expressei-me, minha voz repercutindo mais grave que o necessário, quase solene: ''O que vocês acreditam que acontece depois do amor?''

Com os garfos depositados no lado esquerdo do prato, meus amigos encararam-me, atônitos. De seus respectivos lugares à mesa - um na esquerda; o outro à direita - trocaram olhares; minha saúde mental, previ, seria o tópico ao voltarmos pra casa.  

''O que você quer dizer?'', meu amigo jornalista indagou, retomando o talher e investindo na salada tailandesa. Sentávamos os três no andar superior do restaurante, como de costume, a calidez noturna embalando o recinto com seu lirismo melancólico. 

''O que acontece com o amor depois do amor?'', digo, comprimindo os dedos por debaixo da mesa. ''O que acontece quando você encontra o amor de sua vida, mas não fica com ela? Refiro-me à amor de verdade'', apresso-me na iminência de ser interrompido. ''Falo sobre almas gêmeas.'' 


Inspeciono suas expressões e gestos; ambos, com uma hesitação polida, conjecturando de quem seria a primeira réplica. ''Sendo sincera'', minha amiga, sommelière, começou. Ela sempre solicitava a carta de vinhos em nossos encontros e, naquela noite, não fora diferente. ''Eu já encontrei a minha alma gêmea e foi tudo o que sempre disseram. Foi amor à primeira vista, sabe?'' Com a cadeira direcionada à ela, aceno em avidez. ''Houve aquele torpor, mas, também, uma vivacidade ímpar. O engraçado é que as coisas não pareciam ser mais importante do que ele, deixando até mesmo de existirem na sua presença, porém, ao mesmo tempo, tudo ganhava mais cor.'' Trêmula, voltou-se para o pappardelle. ''Era como se ele fosse o pesadelo mais belo que sonhei.''


''Eu acho tudo isso besteira'', meu amigo exclamou, ''completamente nonsense. Até sua descrição é cinematográfica demais. Amor existe? Claro. Duas pessoas podem construir um relacionamento saudável e duradouro, se houver reciprocidade. Amor é interesse, dedicação e zelo. Mas almas gêmeas não existem. Percebam que ideia terrível é a de que toda sua felicidade está concentrada num individuo, em um único individuo.'' Ele apanhou a taça, pousando-a com a mão no ar. ''Existem o quê? Sete bilhões de pessoas no mundo? E, em algum lugar, em alguma época, que talvez não a minha, o amor da minha vida está à espera. Além de ser ridículo, é injusto! Não quero ser a única razão de felicidade, ou tristeza, na vida de outra pessoa. Não quero ficar projetando irrealidades e vice-versa. Por que não podemos ser, cada um, responsáveis por nossas alegrias e dissabores e, então, compartilhá-las?'', suspendeu a fala para entornar a bebida. ''Odiaria ser a alma gêmea de alguém.''


Num movimento delicado, olhei para minha amiga e perguntei o que lhe acontecera. Se, depois, conseguira amar outra pessoa com a mesma intensidade. ''Não'', ela oferece-me um sorriso discreto, sem brio. ''Digamos que eu não era a alma gêmea da minha alma gêmea.'' 




Quando retornei para a casa, abandonando roupas e acessórios no chão da sala, parei na porta do quarto, encarando a cama bagunçada. A ideia de ligar para ele resoluta antes mesmo de cogitada. Apanho o celular e, após cumprimentos introdutórios, narro toda a conversação; todos os dilemas e elucidações, todas as conjecturas e fatos, e, adicionando pormenores tragicômicos à situação, indago, no fim, com uma serenidade dissimulada: ''Existe vida após o amor?'' 


''Bem...'', ele diz, um pouco ofegante, alcançara-o chegando do jogging vespertino. ''Concordo com a noção de amor do seu amigo, e, por mais fantasioso que pareça, o relato de sua amiga também é crível. O amor, algumas vezes, acontece por si só. Na rua, no cinema; não é possível agendá-lo. E, no final das contas'', ouço-o abrindo as janelas, ''o amor sempre encontra o próprio caminho. Você pode estar, nesse exato momento, falando com o amor de sua vida, sem ainda saber.''  



Créditos da foto: tumblr bendita cuca.


Já faz um tempo que me faço essa pergunta, dia sim dia não eu paro tudo que estou fazendo e fico lembrando tudo que éramos e me perguntando, por que não eu? 


Foi alguma coisa que eu disse? Talvez tenha sido, quando fico nervosa eu tenho essa mania de falar tudo que me vem na cabeça gesticulando até as mãos começarem a doer. 


Foi alguma coisa que eu fiz? Será que meu amor totalmente cego te sufocou e fez com que você se afastasse de mim sem que eu percebesse? Será? 


Às vezes eu fico no meu canto calada, apenas sonhando acordada e imaginando nós dois, imaginando como seria nossas vidas se tivéssemos tido um pouco mais de coragem pra dizer o que sentíamos naquele tempo, sei que agora isso não resolve nada e provavelmente nunca ficaremos juntos, mas me dá uma falsa e momentânea  felicidade pensar que poderíamos ter sido felizes juntos. 


Eu fico feliz com a ideia de que namoraríamos por um tempo, nos conheceríamos melhor e faríamos muitos planos, amadurecíamos juntos e teríamos algumas brigas como em qualquer relacionamento e isso nos faria mais fortes, um tempo depois casaríamos em uma praia; eu de vestido branco, descalça, cabelos ao vento e você de bermuda, regatas e talvez um chinelo, por que não? Seria uma cerimônia simples, poucos convidados apenas nossas famílias (o que já seria muita gente) e os amigos mais próximos. 

Viveríamos de forma simples, mas de forma plena. Criaríamos lembranças inesquecíveis e que depois de um tempo dividiríamos com  nossos filhos. Teríamos três filhos; uma menina linda e dois meninos, dois cachorros e um gato. Viajaríamos no meio da semana e deixaríamos o parque, cinema e andar se bicicleta para os finais de semana ou quem sabe feriados. 

Veríamos nossos filhos falarem as primeiras palavras, darem os primeiros passos,  viver a primeira e mais dolorosa decepção amorosa, e ajuda-los no eterno cair e levantar que é a vida. Veríamos eles seguirem nossos passos em algumas coisas e em outras tomarem um rumo diferente. 

Por fim, envelheceríamos juntos depois de viver uma vida plena; cheia de  alegrias e momentos bem vividos, lado a lado. Gosto de pensar que eu seria a primeira a partir desse plano, afinal eu sempre fui tão certa de tudo, tão coerente com meus sentimentos por você e penso que ser egoísta nessa última parte em fazer com você sinta minha falta depois de tudo seja a forma de redenção, da sua redenção por não ter percebido antes que sempre fui eu. 
Agora de volta a realidade as lágrimas quentes e incessantes correm pelo meu rosto ao perceber que minha mente foi longe demais e aqui estou pensando, por que não eu? Por que não eu? Por quê?




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